Há anos criando segmentações, virei segmento numa entrevista pro Jornal do Almoço
Sábado, meio-dia. O Jornal do Almoço, da NSC, me entrevistou sobre morar sozinha. Foi aí que entendi, sou uma estatística.
Não uma metáfora. Uma estatística de verdade: segundo o IBGE, em 2025, 19,7% dos domicílios brasileiros tinham apenas um morador, um salto de 7,5 pontos percentuais desde 2012. Só em Florianópolis, mais 79 mil lares unipessoais foram contabilizados em 2020. Santa Catarina está no meio disso, puxado por migração interna, divórcio e um mercado imobiliário se reinventando pra dar conta de quem não quer mais dividir aluguel com ninguém.
Uso dado de comportamento de consumo o dia inteiro, é meu ofício. Só que uma coisa é olhar a segmentação de fora, outra é perceber que, se eu fosse minha própria cliente, eu estaria numa dessas planilhas.
E aí caiu a ficha: a gente (mídia) passa a vida caçando a audiência perfeita, sem lembrar que também é audiência de alguém. Todo mundo consome. Todo mundo está na mira de algum estudo, de alguma campanha, de algum produto pensado especialmente pra ele.
Enfim, é isso. Sou dado de pesquisa e estatística. Na manhã de sábado, dei uma entrevista que foi parar na casa de muita gente de Santa Catarina, contando sobre as minhas escolhas de vida.
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